A representação das mulheres na política ainda é muito pequena e não acompanha a vantagem que nos temos em relação ao eleitorado. Aqui no Ceará, por exemplo, as mulheres representam mais de 52 porcento do poder de voto, mas apenas 21 municípios são administrados por mulheres. A representação feminina cearense inclui ainda três deputadas na Assembleia Legislativa, uma na Câmara Federal e outra no Senado.

Nas Câmaras Municipais essa representação segue o mesmo ritmo: dos 1.737 cargos disponíveis, apenas 290 são ocupados por vereadoras. Isso representa, menos de 17 porcento das cadeiras. Em Fortaleza, são quatro vereadoras no universo de 41 vagas. E olha que os partidos políticos estão obrigados a preencher trinta por cento das candidaturas, com mulheres.

Mas porque isso acontece? Eu ouvi cientistas políticos e pesquisadores sobre o assunto. Eles afirmam que o problema é, em parte ,cultural. A participação da mulher na política brasileira é recente e não é raro constatar que muitas das eleitas estão alí, para preencher momentaneamente a vaga do pai, do marido, do irmão… a indicação parte, quase sempre dos homens.

O fato é que ser mulher, por si só, não credencia ninguém para a vida pública, como também não pode ser fator que prejudique o desejo de atuar na política. As mulheres merecem espaço e devem sim ter orgulho das diferenças, sem perder de vista que competência, caráter e honestidade, não tem sexo.

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