A pesquisa Datafolha sobre a disputa eleitoral do ano que vem para o governo estadual no Ceará (ver post anterior) vale como um registro de largada. Ainda não é possível visualizar tendências, uma vez que não existe ainda uma série de pesquisas disponíveis para comparação.

No entanto, alguns pontos podem ser ressaltados. O primeiro é que a pesquisa foi realizada faltando muito tempo para o jogo começar. O eleitorado só vai pensar em eleições depois da Copa do Mundo.

Segundo, o governante candidato à reeleição sempre parte na frente por uma série de causas: maior visibilidade, candidatura natural e esperada, exposição constante e a própria máquina. Portanto, essa liderança inercial é esperada e não garante vitória. O ex-governador Lúcio Alcântara tinha governo bem avaliado e liderava as primeiras pesquisas em 2006.

Terceiro, muitos dos nomes apresentados na pesquisa não confirmaram ou mesmo não pretendem ser candidatos. Por enquanto, Luizianne não faz movimentos no sentido de participar da disputa. Tasso, até o momento, apesar das pressões internas do PSDB nacional e estadual, é candidato à reeleição para o Senado.

No entanto, mesmo estando longe das eleições e diante de cenários tão voláteis, vale registrar a posição de Roberto Pessoa. O prefeito de Maracanaú começa com 13%, um número muito alto para quem nunca disputou o governo estadual e não ainda dispõe de estrutura partidária e logística para uma campanha. O próprio senador Tasso Jereissati, com 23% das intenções, apesar de não ter confirmado candidatura ao governo, mostra que há espaço para uma força de enfrentamento a Cid.

Muita água vai rolar, os nomes ainda serão definidos, os palanques serão trabalhados, mas é bom não imaginar que a eleições são favas contadas para o atual governador do Ceará.

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