Jangadeiro 20 anos
 
 
 

Posts com a tag: estratégia

 
14 fev

O ‘marketing’ faz a festa no interior

 

Foi-se o tempo em que o carnaval era conduzido pelas administrações públicas de forma aleatória, sem atender aos critérios de marketing e propaganda que todo produto exige. Hoje, cidades estabelecem contratos com agências de assessoria para elaborar estratégias de esclarecimento aos foliões.

É o caso da AD2M que, neste 2010, está respondendo pela divulgação dos carnavais dos municípios de Beberibe e Horizonte. E a coisa funcionou profissionalmente. Foram criadas peças listando informações que vão desde dicas de tráfego aos telefones úteis, além de conceitos para segurar o munícipe – “Pra que ir pra longe?”.

O mascote do carnaval dessas cidades foi criado pelo artista Carri Costa. FONTE

 
 
08 fev

O desafio de Dilma é sair da sombra de Lula

 
Dilma-serra

Dilma e Serra: imagem é tudo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta segunda-feira que “Dilma não é líder, é reflexo de um líder”. A estocada foi uma espécie de prévia da estratégia de desconstrução de imagem a ser utilizada pela oposição na campanha eleitoral deste ano. Se por um lado o governo quer a polarização plebiscitária simbolizada na eterna disputa entre Lula e FHC, por outro a oposição tentará focar nas figuras de Dilma e Serra. Um quer olhar para o passado, o outro para o presente.

 A intenção dos adversários da candidata oficial é clara: mostrar que Dilma não possui qualidades para o cargo de presidente da República. Faltaria à ministra,  mais especificamente, a experiência e a liderança necessárias para o desafio, e menos explicitamente (para não torná-la vítima), a competência, materializada na lentidão do PAC.

Convenhamos, dado o currículo de José Serra ou mesmo Aécio Neves, administradores bem avaliados e políticos experientes em disputas eleitorais; e dado a falta de passado político-eleitoral de Dilma, parece ser uma estratégia adequada – o que não significa garantia de vitória. Levará a melhor quem conseguir infundir no eleitor a perspectiva que lhe interessar: o governo deseja vender a ideia de que Dilma é a certeza de continuidade; a oposição procura o inverso: demonstrar que ela é uma incógnita.

Nesse sentido, a ministra deve mostrar que é mais do que a escolhida de Lula, de modo que a imagem do presidente não a ofusque e faça de seu trunfo, uma maldição. A provocação de FHC pretende reforçar justamente essa condição subalterna da imagem de Dilma.

 
 
28 jan

Uma herança maldita para o próximo presidente

 

O presidente Lula afirmou, no Fórum Mundial Social (em Porto Alegre – RS), que o Fórum Economico de Davos (na Suíça) perdeu o “glamour” após a crise financeira internacional. É justamente nesse ambiente meio sem prestígio que o pessoal de Davos resolveu premiar o nosso presidente com o prêmio Estadista Global.

De qualquer forma, o prêmio é um reconhecimento à política econômica que o Brasil já adota há pelo menos 15 anos. A crise, portanto, serviu para ressaltar a correção do rigor fiscal e monetário que em marcado a nossa economia. Além disso, o nosso sistema financeiro já havia sido saneado pelo PROER e os bancos nacionais são avessos a correr riscos na hora de emprestar, estimulados, sobretudo, pelo juros que o governo paga.

Mas isso não significa que tudo é um mar de rosas e nada há para ser resolvido. É preciso ter cuidado com uma certa euforia, amplificada pela comunicação governamental, quando o assunto é economia. Vejam as seguintes manchetes (clique no título para ler a matéria original):

Estadão: Despesas do governo central cresceram 15% em 2009
G1: Gastos do governo em 2009 têm alta de R$ 74,5 bilhões
Correio Brasziliense: Dinheiro público: Dívida interna dispara no governo Lula

O problema dessas notícias não está propriamente na alta das despesas correntes do governo ou da dívida interna crescente. Em períodos de crise, essa situação é clássica: governos gastam mais para reanimar a economia. Acontece que é preciso ter critérios estratégicos para isso. Nesse ponto, um debate seria bastante útil este ano.

O ideal é que esses gastos contemplem ações em áreas indutoras de emprego e investimentos de longo prazo, como infra-estrutura, por exemplo, que podem servir debase de apoio para uma retomada de crescimento. Mas o que vemos são os gastos ditos sociais, que embora importantes, não geram criação de nova riqueza, mas apenas intensificam a circulação do que já existe. Sem contar as despesas com contratação de pessoal, especialmente os terceirizados e os cargos comissionados.

Resumindo: o governo gasta mal, obtendo retornos apenas de curto prazo. Mais adiante, a conta terá que ser fechada pelo próximo presidente. Como disse o Correio Braziliense: “Lula repetirá a maldição do antecessor. Entregará, muito provavelmente a José Serra (PSDB) ou a Dilma Rousseff (PT), os dois candidatos à sucessão presidencial mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos, um débito quase duas vezes maior do que o que recebeu”.