“E pasmem, para uma coisa que é importante: eu, torneiro mecânico, já sou o presidente da República que mais fez universidades neste país”, anunciou o presidente Lula, na semana passada, em Teófilo Otoni (MG), como já havia feito, só neste ano, em Bacabeira (MA), São Leopoldo (RS), Araçuaí (MG), no Fórum Social de Porto Alegre e em Brasília.
Das 13 universidades contabilizadas pelo Planalto como obra sua, 9 são mero resultado de fusão, desmembramento ou ampliação de instituições federais de ensino superior inauguradas por outros presidentes – que, em sua época, também se valeram de estruturas preexistentes mantidas por Estados, municípios e empresas privadas.
A se levar a sério o levantamento do Ministério da Educação que sustenta a propaganda oficial, Juscelino Kubitschek supera o ritmo de Lula, com dez universidades em cinco anos de mandato. Até o arquirrival FHC, já acusado pelo petista de não ter criado nenhuma, conta com seis no documento.
Comento: O texto acima é de Gustavo Patu, da Folha de São Paulo, publicado na edição desta quinta-feira (18), e disponível apenas para assinantes.
Conferir e analisar os números alardeados por um governo – qualquer um – é tarefa básica do jornalismo. Foi o que fez Gustavo Patu, de forma desconcertante. A matéria ainda mostra outros dados, como a diferença entre o nível de investimento real e o prometido, e a discrepância dos recursos para saneamento. Todos acabam superestimados pelo Governo Federal. Talvez por isso alguns setores governistas não cansam de acusar a imprensa de golpe – além de querer criar mecanismos de “controle social da mídia”. Olhos atentos.
Lembro que na última sexta-feira – portanto, antes do Carnaval - comentei 

