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Posts com a tag: Serra

 
10 jul

Em Cascavel, José Serra defende aumento do Bolsa Família

 

No município de Cascavel, no Ceará, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, defendeu, a ampliação do programa Bolsa Família em 50%. A visita ao Ceará, neste sábado (10), é o início da campanha tucana no Nordeste.

Para saber mais informações Blog Eleições

 
 
23 jun

Pesquisa CNI/Ibope: Dilma tem 40%, Serra 35% e Marina 9%

 

Pesquisa CNI/Ibope para a eleição presidencial, divulgada nesta quarta-feira (23) em Brasília, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 40% das intenções de voto, contra 35% do candidato José Serra (PSDB) e 9% da candidata Marina Silva (PV).

Para ler a notícia completa acesse o Blog Eleições

 
 
19 jun

PTB anuncia que vai concorrer a vice de Serra

 

O deputado federal Benito Gama (PTB) foi anunciado como pleiteante a vice do candidato à presidência José Serra (PSDB) e deve disputar a vaga com o DEM, de acordo com o site Terra. “Estou muito honrado com a indicação do meu partido”, disse Gama na convenção estadual do PTB, que acontece na manhã deste sábado (19), em São Paulo.

Mais informações no Blog Eleições 2010

 
 
17 abr

Vantagem de Serra sobre Dilma é de 10 pontos, diz Datafolha

 

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17), encomendada pelo jornal Folha de São Paulo, mostra José Serra (PSDB) com 38% das intenções de voto ante 28% de Dilma Rousseff (PT). É a primeira enquete após o lançamento da candidatura tucana, há uma semana. No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%.

No cenário sem o nome do deputado federal Ciro Gomes (PSB), a diferença entre o tucanos e a petista sobe para 12 pontos: 42 a 30%.

Confira os números completos no Blog Eleições 2010.

 
 
14 abr

Pesquisa Sensus: Dilma encosta e Serra continua na frente, apesar de ser oposição

 

Texto publicado originalmente no Blog Eleições 2010

A nova pesquisa do instituto Sensus mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) enconstada em José Serra (PSDB), na corrida presidencial (v. Pesquisa Sensus aponta empate técnico entre Serra e Dilma). A consulta, realizada entre os dias 5 e 9 de abril, antes, portanto, do lançamento da pré-candidatura do tucano, que aconteceu no dia 10, mostra Serra com 32,7% e Dilma com 32,4%. Como a margem de erro é de 2,2%, eles podem estar empatados. Podem.

Mesmo com a aproximação registrada pelo Sensus, o quadro geral desenhado pelo conjunto de pesquisas feitas até agora, que a depender do instituto mostram sempre José Serra na frente, variando somente na distância que o separa de Dilma (de nove a 0,3 pontos percentuais), mostra um cenário que, certamente, não é o que os estrategistas do Planalto esperavam.

Dilma é a candidata do presidente com o maior índice de aprovação desde a redemocratização, pertence ao partido mais rico do país, conta com o apoio de uma extensa lista de siglas aliadas, inclusive o PMDB, tem a máquina a seu favor, está em campanha aberta desde o ano passado e, mesmo assim, ainda não conseguiu ultrapassar Serra, que, por sua vez, é candidato de uma oposição discreta e muitas vezes descoordenada, luta contra um governo bem avaliado e conta com um reduzido número de partidos coligados. Sim, ele possui recall, já foi candidato, mas as pesquisas também mostram que Dilma já não é uma desconhecida, pelo contrário. 

No fundo, a resistência da candidatura Serra, dada a conjuntura acima exposta, começa a gerar dúvidas nos atores políticos. Em 2006, todos davam por certo um passeio de Lula e ainda assim houve segundo turno. Agora, até o momento, ninguém arrisca um movimento definitivo e poucos estão dispostos a ficar marcados como adversários de nenhum dos dois postulantes. Continua tudo em compasso de espera.

 
 
04 abr

Vox Populi mostra Serra estável na frente e aproximação de Dilma

 

O instituto Vox Populi divulgou na noite deste sábado (3), nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República, encomendada pela TV Bandeirantes. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os resultados:

Cenário com Ciro Gomes
Serra (PSDB) – 34%
Dilma (PT) – 31%
Ciro (PSB) – 10% (12%)
Marina (PV) – 5%
Brancos e nulos -
5%
Não sabem ou não quiseram responder- 13%

Cenário sem Ciro
Serra (PSDB) – 38%
Dilma (PT) – 33%
Marina (PV) - 7%
Brancos e nulos - 7%
Não sabem ou não quiseram responder-
15%

Comento: Os números do Vox Populi, em que Dilma cresce 4 pontos, divergem da pesquisa Datafolha, divulgada no final de março, na qual Serra abriu nove pontos na dianteira. Mas isso não configura surpresa alguma.

Metodologia
É comum institutos de pesquisa utilizarem metodologias distintas na captação e na organização dos dados que coletam. Até a forma de elaborar uma pergunta ao entrevistado pode influenciar na resposta. De qualquer forma, mesmo com as diferenças anotadas, é possível delinear algumas tendências gerais.

Retrato
Primeiro, temos nesse período de pré-campanha a consolidação de um quadro em que Serra lidera sempre, oscilando entre 35 e 38% da intenções de voto, seguido por Dilma, que gira ali pela casa dos 30%. Já Ciro definitivamente estacionou em torno dos 10 pontos.

Esses são, digamos assim, os patamares de largada de cada um. É o que os políticos chamam de retrato do momento. Isso porque tudo pode mudar. Especialmente quando tiver início a campanha de rádio e televisão.

Sem previsão
É nessa fase de maior exposição que a candidata petista espera lograr sucesso com uma possível transferência de votos do presidente Lula, que goza de alta popularidade. Mas esse é o tipo de fenômeno sobre o qual não é possível fazer previsões, até porque Serra não deverá encarnar o papel de anti-Lula. É preciso esperar o jogo começar para valer.

 
 
27 mar

Datafolha: Serra volta a crescer, Dilma cai e Ciro pode fazer a diferença

 

O jornal Folha de São Paulo deste sábado publica os números de uma nova pesquisa Datafolha para a corrida presidencial, com margem de erro de dois pontos percentuais. Entre seguem os números da pesquisa anterior do mesmo instituto, realizada há um mês:

Cenário com Ciro Gomes
Serra (PSDB) – 36% (32%)
Dilma (PT) – 27% (28%)
Ciro (PSB) – 11% (12%)
Marina (PV) – 8% (8%)

Cenário sem Ciro
Serra (PSDB) – 40%
Dilma (PT) – 30%
Marina (PV) - 10%

Segundo turno
Serra (PSDB) – 48% (45%)
Dilma (PT) – 39% (41%)

Comento:
No dia 18 deste mês escrevi aqui no
Blog da Janga o post Ler pesquisa é diferente de torcer por candidato (clique no título para ler), sobre a os números de outro instituto –  o Ibope -, que mostrava Serra com 35% e Dilma com 30%. E o que eu dizia? Simples. Enquanto muitos já antecipavam uma virada de Dilma, eu lembrava que surpresa mesmo era a resistência de Serra na liderança – fato que demonstra que a candidatura tucana tem musculatura suficiente para preocupar os estrategistas do Planalto. Repito: fato! e não palpite!

Transcrevo uma passagem do meu post anterior:

A ideia de que os números foram ruins para Serra – cantada por muitos, é precipitada. E isso não é questão de gosto, mas de observação. É preciso avaliar a conjuntura. O governador paulista é candidato da OPOSIÇÃO, força política que atua de maneira tímida e desconexa. De quebra, enfrenta um governo bem avaliado, tendo um presidente POPULAR como padrinho de sua adversária. Continuar na liderança sem lançar oficialmente a candidatura é prova de consistência considerável. Ou é prova de fraqueza?

Pois é. A pesquisa Datafolha confirma tudo o que eu disse e vai além. Pode indicar que a candidatura de Dilma, com todo o apoio e estrutura que possui, esteja próximo de um teto.

Ciro
Olha o deputado cearense embolando o jogo. Sem ele na disputa, considerando a margem de erro, Serra poderia vencer no primeiro turno. É justamente o argumento que ele vive repetindo por aí e ninguém dá bola, especialmente o PT, que passou a atacá-lo. Mas isso fica para outro comentário.

 
 
20 mar

Tasso na Istoé: “Dilma não tem experiência política para assumir o País”

 

A edição desta semana da revista IstoÉ traz uma entrevista com o senador cearense Tasso Jeresissati (PSDB). O assunto que dominou a conversa foi a eleição presidencial. Temas como estratégias políticas, alianças, a relação com Ciro e Cid Gomes, a avaliação da conjuntura nacional, foram abordados.

Confira abaixo alguns trechos. Para ler a íntegra, clique aqui.

Istoé – O PSDB está preparado para enfrentar a ministra Dilma Rousseff, candidata da aliança governista e de um presidente superpopular?

Tasso Jereissati - (…) Vamos enfrentar uma candidata que não tem nenhuma experiência eleitoral, nunca participou de eleição, e não é propriamente conhecida pela sua simpatia.

Istoé - Mas ela tem a popularidade do Lula.

Tasso Jereissati – É importante. A própria sigla, o PT, tem um percentual cativo de votos, seja qual for a circunstância. Mas ela não é o Lula e, na hora em que a eleição entrar num processo definitivo, de contraponto, vai prevalecer muito um candidato contra o outro. E acho que a Dilma não tem experiência política para assumir o País. É preciso muita habilidade para dirigir um país como o Brasil. A candidata do PT não conhece o Brasil com profundidade. Falta a ela visão de uma administração descentralizada e me preocupa muito essa tendência da Dilma ao autoritarismo.

Istoé – Falta discurso e projeto de país para a oposição?

Tasso Jereissati – Nosso discurso é aquele que o presidente Lula renegou a vida inteira e se apropriou quando virou governo. Quem primeiro implementou uma política econômica baseada em metas de inflação, controle fiscal e câmbio livre foi o PSDB. Lula a aprofundou. Quem criou o Bolsa Família, como política social de transferência de renda, fomos nós.

Istoé – A alternativa Ciro é importante para o País e para o processo eleitoral?

Tasso Jereissati - Não temos tradição do bipartidarismo. Eu, particularmente, acho importante que a população tenha mais alternativas na hora de escolher seu candidato.

 
 
18 mar

Ler pesquisa é diferente de torcer por candidato

 

pesquisas_eleitoraisA divulgação da última pesquisa CNI/Ibope, na quarta-feira (18), mostrou Serra com 35%, Dilma 30% e Ciro 11% das intenções de voto para as eleições de outubro.

No começo da semana havia uma especulação sobre uma possível liderança da candidata Dilma, que estaria com 1 ponto percentual à frente de Serra. Não foi o que aconteceu.

Consistência
A ideia de que os números foram ruins para Serra – cantada por muitos, é precipitada. E isso não é questão de gosto, mas de observação. É precis0 avaliar a conjuntura. O governador paulista é candidato da OPOSIÇÃO, força política que atua de maneira tímida e desconexa. De quebra, enfrenta um governo bem avaliado, tendo um presidente POPULAR como padrinho de sua adversária. Continuar na liderança sem lançar oficialmente a candidatura (postura que divide opniões no ninho tucano) é mostra de consistência considerável. Ou é prova de fraqueza? É fato.

Outros dados
O ex-governador do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), lembra em seu ex-blog outros dados da pesquisa que devem ser levados em consideração:

1 – 43% votam independente da opinião de Lula. 53% preferem votar em candidato de Lula. A palavra é “preferem”, ou seja, depende de quem seja.

2 – Dos entrevistados que manifestam preferência por Ciro Gomes (PSB), 52% afirmam optar, caso ele não concorra, por Serra e 28% por Dilma.

3 – Números mostram que mais cedo do que se esperava a curva ascendente de Dilma começa a se tornar horizontal.

O que isso significa? A rigor, que o cenário está aberto. Não há uma tendência de atropelamento da candidata governista. Seu crescimento, diante da estrutura que usa e da exposição que tem em nível nacional, está dentro do esperado. Nada autoriza um clima de já ganhou para nenhum dos lados – embora militantes queiram antecipar o resultado faltando ainda sete meses para o pleito.

Fator Ciro
Numa disputa apertada como esta, qualquer ponto pode ser decisivo. Nesse ponto, a candidatura de Ciro pode ser o fiel da balança, uma vez que, ironicamente, a maioria de seus eleitores tende a votar em Serra caso ele desista. Isso valoriza o seu passe e ele sabe disso.

 
 
03 mar

Na cerimônia de homenagem a Tancredo, olhos voltados para os Tucanos

 
Colegas de partido, José Serra e Aécio Neves se cumprimentam (Foto: J. Freitas / Agência Senado)

Colegas de partido, José Serra e Aécio Neves se cumprimentam (Foto: J. Freitas / Agência Senado)

Nas comemorações do centenário de Tancredo Neves, no Senado,  atenção da Imprensa se voltou para os governadores tucanos José Serra e Aécio Neves. Os dois participaram da cerimônia de inauguração do busto do primeiro presidente civil após 20 anos de ditadura militar, que era avô de Aécio.

Perguntado por jornalistas sobre as eleições de outubro na chegada ao Senado, Serra disse apenas que continua trabalhando pelo seu estado. “Estou aqui para tratar de Tancredo Neves e não de política nacional”, resumiu o governador de São Paulo.

Serra é o nome do PSDB para a Presidência da República que trabalha, também, com a possibilidade de formar uma chapa pura que teria como vice o governador mineiro e neto de Tancredo, Aécio Neves.

Na chegada ao Senado, Aécio Neves também foi perguntado sobre a possibilidade de ser vice na chapa de José Serra. “Não cogito desta possibilidade”, respondeu.

Com informações da Agência Brasil

 
 
28 fev

Nova pesquisa Datafolha complica candidatura presidencial de Ciro

 

Nova pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de São Paulo. Em negrito seguem os números da consulta realizada agora entre os dias 24 e 25 de fevereiro, e, entre parênteses, para comparação, os números da pesquisa feita entre os dias entre 14 e 18 de dezembro:

Primeiro turno
Serra – 32% (37%)
Dilma – 28% (23%)
Ciro – 12% (13%)
Marina – 8% (8%)

Cenário sem Ciro:
Serra - 38% (40%)
Dilma - 31% (26%)
Marina - 10% (11%)

Comento: Nas últimas semanas dois candidatos, ou pré-candidatos, à Presidência da República buscaram mais espaço no noticiário nacional. Ciro Gomes, que estrelou o programa do PSB; e Dilma Rousseff, que foi aclamada candidata petista no congresso do partido. Campanha antecipada que só o TSE insiste em não ver. O esforço de ambos, evidente, intencionava vitaminar seus desempenhos nas pesquisas. Dilma conseguiu, Ciro não.

Um outro dado da pesquisa é especialmente importante para avaliar esse movimento de avanço de uma e estagnação do outro:

Os eleitores conhecem o candidato?
Serra – 38% (40%)
Dilma – 31% (26%)
Marina – 10% (11%)

Comento: Ciro não conta com o recall (lembrança do nome proveniente de outras eleições) que possui. Para o eleitor ele é carta fora do baralho, embora seja conhecido. A polarização que o deputado diz ser prejudicial para o debate público não é mais uma possibilidade, é um fato real, embora José Serra ainda não tenha confirmado a intenção de disputar o Planalto. Para o possível candidato do PSB, com o passar do tempo fica cada mais difícil atrair aliados e recursos. Além do mais, Dilma mostrou que tem força para sustentar uma candidatura da base sem a necessidade de reforço de um segundo nome, como defende Ciro.

O desempenho de Dilma, embalada pela força do petismo, o apoio do padrinho Lula e o uso do cargo de ministra para se manter em evidência nos palanques do PAC, era esperado. E ainda há margem para que ela avance mais alguns pontos até o final de março, início de abril. A questão é ver, entre Serra e Dilma, quem consegue ir além do patrimônio eleitoral que seus respectivos partidos possuem.

 
 
17 fev

Pesquisa Ibope mostra mais do que aparenta

 
candidatos

Serra, Dilma e Ciro

A nova pesquisa Ibope mostra bem mais do que a simples flutuação de quem subiu ou desceu nas intenções de voto. A consulta mostra algumas expectativas do eleitorado que podem sugerir cenários para os estrategistas dos principais candidatos. Colocados os nomes, o desafio agora é saber onde e como procurar votos.

O tucano José Serra continua na liderança na disputa para a Presidência da República, com 36% das intenções de voto. Na anterior ele tinha 38%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, significa que o governador paulista tem posição estabilizada, apesar dos problemas causados com as fortes chuvas em São Paulo.  O tucano, portanto, deve prosseguir com a mesma cautela, evitando antecipar embates ou polêmicas.

A ministra Dilma Rousseff cresceu oito pontos. Tinha 17% em dezembro e agora aparece com 25%. Crescimento mais do que esperado em virtude da campanha antecipada que faz, quase sempre acompanhada do presidente Lula. A petista deve continuar viajando e buscando holofotes para se promover. O Planalto aposta num empate técnico já no mês de março. 

O fator Ciro
Outro que oscilou dentre da margem de erro foi o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que tinha 13% em dezembro e agora tem 11%. Acuado pela pressão do presidente Lula para que desista de ser candidato a presidente, Ciro assiste a crescente polarização da disputa entre Serra e Dilma. Sua última cartada deve ser o anúncio oficial de sua candidatura presidencial prometido para o programa do PSB que vai ao ar nesta quinta (18).

Por outro lado, é importante anotar que o cenário sem Ciro mostra que o maior beneficiado seria Serra. Nesse caso, o tucano venceria a petista por 41% a 28%. Essa movimentação fortalece a tese do PSB segundo a qual a base governista deveria apresentar duas candidaturas, para evitar o risco de uma vitória de Serra no primeiro turno.

Rejeição
Os mais rejeitados na pesquisa foram Ciro (41%) e Marina (39%). Justamente os dois últimos colocados na preferência. Vistos com poucas chances de vitória, tendem a ser evitados por não apresentarem competitividade. É um efeito da polarização. Chama também a atenção a rejeição de Dilma, que alcança 35%. É uma rejeição alta para quem nunca ocupou cargos eletivos, nunca disputou eleição e conta com padrinho forte. Serra é rejeitado por 29%, dentro do esperado para quem história em eleições e que corresponde à intenção de votos em Dilma.

Outros números
34% querem a total continuidade do atual governo – Conquistar esse público deve ser a meta de Dilma no curto prazo;

25% querem a manutenção de apenas alguns programas com muitas mudanças e 10% querem a mudança total do governo do País – A soma desses itens corresponde justamente ao índice de intenção de voto em Serra;

29% querem pequenas mudanças com continuidade – Esse é o público a ser disputado. Quem se apresentar como a continuidade melhorada, leva.

Para saber mais:
Ibope mostra Serra com 36%, Dilma com 25% e Ciro com 11%

 
 
08 fev

O desafio de Dilma é sair da sombra de Lula

 
Dilma-serra

Dilma e Serra: imagem é tudo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta segunda-feira que “Dilma não é líder, é reflexo de um líder”. A estocada foi uma espécie de prévia da estratégia de desconstrução de imagem a ser utilizada pela oposição na campanha eleitoral deste ano. Se por um lado o governo quer a polarização plebiscitária simbolizada na eterna disputa entre Lula e FHC, por outro a oposição tentará focar nas figuras de Dilma e Serra. Um quer olhar para o passado, o outro para o presente.

 A intenção dos adversários da candidata oficial é clara: mostrar que Dilma não possui qualidades para o cargo de presidente da República. Faltaria à ministra,  mais especificamente, a experiência e a liderança necessárias para o desafio, e menos explicitamente (para não torná-la vítima), a competência, materializada na lentidão do PAC.

Convenhamos, dado o currículo de José Serra ou mesmo Aécio Neves, administradores bem avaliados e políticos experientes em disputas eleitorais; e dado a falta de passado político-eleitoral de Dilma, parece ser uma estratégia adequada – o que não significa garantia de vitória. Levará a melhor quem conseguir infundir no eleitor a perspectiva que lhe interessar: o governo deseja vender a ideia de que Dilma é a certeza de continuidade; a oposição procura o inverso: demonstrar que ela é uma incógnita.

Nesse sentido, a ministra deve mostrar que é mais do que a escolhida de Lula, de modo que a imagem do presidente não a ofusque e faça de seu trunfo, uma maldição. A provocação de FHC pretende reforçar justamente essa condição subalterna da imagem de Dilma.

 
 
30 jan

Vox Populi: Serra lidera, Dilma cresce e Ciro se fragiliza

 

O instituto Vox Populi fez nova pesquisa para a corrida presidencial. Os números foram divulgados na noite de ontem (29) pela TV Bandeirantes.

José Serra (PSDB) lidera com 34% das intenções de voto, seguido de Dilma Rousseff (PT) com 27%. A petista subiu nove pontos em relação a pesquisa anterior, realizada no início de dezembro de 2009. O tucano recuou cinco pontos e Ciro Gomes (PSB) caiu seis pontos.

Para saber mais detalhes, ver o Jangadeiro Online: Vox Populi: sem Ciro na disputa, Dilma cresce menos.

Comentário
A pesquisa, evidentemente, servirá de combustível para os entusiastas da candidata petista, que diminuiu a diferença para o líder. Agora sete pontos os separam. Essa distância já foi de mais de vinte pontos. Entretanto, é preciso situá-la em seu devido contexto para que tenhamos uma análise mais realista dos números.

1 – Dilma está em campanha aberta, com direito a declarações nesse sentido e com apoio explícito e constante do presidente Lula. Há uma intensa exposição da candidata nesse momento. Além disso, existe a estratégia de afastar a ministra de qualquer tema polêmico que envolva a gestão: do apagão ao aborto;

2 – Serra ainda não está em campanha, embora seja o virtual candidato tucano, com a desistência do mineiro Aécio Neves de concorrer ao Planalto. O governador paulista não tem a mesma exposição de Dilma. Seu desempenho decorre de recall, ou seja, por já ter sido candidato uma vez, ele é mais conhecido;

3 – Ciro tem situação indefinida, já que o presidente Lula deseja apenas uma candidatura governista: a de Dilma. Assim, Ciro foi isolado pelo Planalto e sua candidatura não dispõe de musculatura, ou, em outras palavras, de recursos e de tempo no horário eleitoral gratuito;

4 – Existe o efeito PT, que consiste na tendência, observada em diversas eleições, de que candidatos petistas possuem, tradicionalmente, cerca de 30% de intenção de votos. Esse é o espaço da sigla. Outros 30% o rejeitam. O desafio de Dilma é avançar nos demais 40%.

Dessa forma, está tudo mais ou menos dentro do previsto. Era esperado que Dilma chegasse a esse patamar, especialmente nas referidas circunstâncias. Serra não deve, por enquanto, mudar sua estratégia. A situação de Ciro é a mais complicada. Enquanto espera uma definição de Lula e do PSB, vê sua posição se fragilizar na disputa.

 
 
27 jan

A quem interessa a eleição plebiscitária entre Serra e Dilma?

 

ELEIÇÕES 2010/PRÉ-CANDIDATOS/DILMADesde o ano passado, o presidente Lula vem defendendo, com unhas e dentes, a tese de que a eleição presidencial deve ser plebiscitária, ou seja, os eleitores devem ir as urnas para responder “sim ou não”, escolher entre o “bem e o mal”. Para Lula, o “mal” está encarnado na figura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e o “bem” supremo e absoluto representado pela ministra Dilma Roussef.

Contrariando todos os indicativos demonstrados nas pesquisas de intenção de votos realizadas até aqui, Lula quer garantir a eleição de Dilma Roussef limitando o processo eleitoral à disputa entre PT e PSDB eliminando, inclusive, nomes como o do “companheiro” e deputado federal Ciro Gomes (PSB/CE).

Mas a tese de eleição plebiscitária interessa a quem?

O ex-prefeito do Rio, César Maia, avalia que a polarização da disputa à presidência da República entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) vai acabar privilegiando o tucano. Ele faz uma análise interessante onde afirma que a candidatura de Marina Silva (PV) não vai decolar e Ciro Gomes deve mesmo seguir para o Governo de São Paulo. Este cenário poderia, ao contrário do que acredita o presidente Lula, facilitar a decisão em primeiro turno e com vitória de Serra.

Abaixo divido alguns trechos com vocês. Depois volto a comentar.

1.A dinâmica do processo pré-eleitoral até este início de 2010 mostra que a campanha presidencial sofreu mudanças importantes. O lançamento a fórceps de Dilma por Lula e o estressamento em suas aparições acompanhadas deste, mostraram que seu potencial é menor do que se imaginava. Sua imagem -burocrata- e a de Lula -paizão- são opostas. O fato de Dilma ter nos setores de renda menor a mesma média que tem em geral, pode ser também por dificuldade de introjeção”.

2. Ciro, nas últimas pesquisas de 2009, mostrou menos potencial do que se imaginava, e mesmo no nordeste passou a ter sua média igual a geral, apesar de disparar no Ceará. Sem o Ceará, curiosamente, teria no nordeste menos do que nas demais regiões. Hoje, se poderia dizer que se ele ficar, vai ser só para atrapalhar Dilma. Havendo consciência disso, ele deixará de ser candidato”.

3. Marina teve sete meses para sair da Amazônia e entrar nos demais Estados. Copenhague mostrou isso: seu destaque estava entre os de outros países preocupados com a Amazônia. O programa do PV não acrescentou uma vírgula à sua intenção de voto. Ela passou a ser um número baixo que levará ou não a eleição para o segundo turno, dependendo da diferença de Serra e Dilma”.

4.Num quadro como esse, a eleição plebiscitária tende a passar a interessar especialmente a Serra. As razões parecem claras. Se a introjeção da imagem de Dilma não será simples, quanto menor o tempo de exposição, pior para ela. Sem experiência eleitoral, com imagem fotograficamente mutante, com uma TV dia sim, dia não, e cheia de ruídos de governadores, senadores, deputados federais e estaduais, maior a dificuldade para fazer entender que ela é “irmã” de Lula”.

Com essas preliminares, a tese da eleição plebiscitária, que pesava a favor de Dilma, agora pesa a favor de Serra. Nesse sentido, quanto menor o peso de Marina, maior a probabilidade da eleição se decidir no primeiro turno, e sendo assim, hoje, maior a probabilidade de vitória de Serra. Um quadro curioso, pois é o inverso do que se pensava seis meses atrás”.

Fonte: ex-blog de César Maia

 
 
26 jan

Tasso é cotado para vice de Serra

 

Essa é da coluna”Fio Direto” editada pelo Jornal Diário da Manhã de Goiás: (http://migre.me/hKkd)

“ViceA senadora Lúcia Vânia defendeu o nome do colega tucano Tasso Jereissati (CE) para a vice de José Serra. Isso se Aécio Neves não aceitar.”

Aécio não confirma candidatura e parece mais interessado na vaga para o Senado. Já Tasso Jereissati, que também deve tentar a disputa para o Senado, nunca foi questionado publicamente sobre a possibilidade de compor chapa com Serra. Será que o tucano cearense aceitaria o desafio?

 
 
25 jan

Eleições 2010: Vox Populi mostra empate técnico entre Serra e Dilma no RJ

 
Ciro Gomes, Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva

Ciro Gomes, Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva

A pesquisa do instituto Vox Populi sobre intenção de votos para à presidente da República aponta empate técnico entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a pesquisa o tucano José Serra está com 27% entre os eleitores do Rio; a petista Dilma Roussef tem 26%; Ciro Gomes (PSB) obtém 14%; e Marina Silva tem 9% da preferencia do eleitorado.

Vox Populi - (14 a 17 de jan. 2010)

José Serra (PSDB)       27%

Dilma Roussef (PT)     26%

Ciro Gomes (PSB)        14%

Marina Silva (Pv)        9%

Obs.:  A pesquisa do Vox Populi foi encomendada pela TV bandeirantes. Foram entrevistados 2.000 eleitores entre os dias 14 e 17 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Comparação

O resultado da pesquisa anima petistas e preocupa tucanos, afinal o  Rio de Janeiro é o terceiro maior colégio eleitoral do país, fica atrás apenas de  São Paulo (1º) e Minas Gerais (2º).

Na pesquisa anterior realizada pelo Datafolha -  no mesmo cenário do Vox Populi, mas com metodologia diferente, entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009 – o resultado dava uma folga maior para Serra:

Datafolha – (14 a 18 de dez. 2009)

José Serra (PSDB)       29%

Dilma Roussef (PT)     21%

Ciro Gomes (PSB)        14%

Marina Silva (Pv)        12%

Obs.:  A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Os candidatos estão focados na idéia de convencer eleitores dos três principais colégios eleitorais.  São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro podem decidir os rumos da sucessão presidencial devido a densidade eleitoral que possuem. Juntos estes três colégios possuem 54,9 milhões de eleitores ou 41,6% do eleitorado brasileiro.

Alguma dúvida de que o clima vai esquetar nestes estados?

 
 
21 jan

Lula avisa: o meu candidato em São Paulo é o Ciro

 

Os humores da TPE (tensão pré-eleitoral) continuam acirrados em Brasília. PSDB e PT andaram se estranhando através de notas. Tudo começou quando Dilma Rousseff (PT) afirmou que José Serra (PSDB) iria acabar com o PAC. O tucano Sérgio Guerra respondeu dizendo que Dilma Rousseff mente até sobre o próprio currículo.  Na sequência, o petista Ricardo Berzoini declarou que o PSDB está descontrolado.

Com o clima de exaltação instalado, o presidente Lula resolveu instruir seus colaboradores a respeito das eleições, conforme registrou o blog jornalista Lauro Jardim, da revista Veja. Sobrou até para Ciro Gomes. Confira abaixo (grifos meus).

Na reunião ministerial de hoje, Lula fez um discurso curto, de quinze minutos, mas destinado a fazer barulho. Nele, disse palavrão, mandou recados e falou muito sobre eleições. Eis algumas frases ditas por Lula:

-Esse babaca do Sérgio Guerra (presidente do PSDB) não sabe o que está falando quando diz que nada acontece de bom no Brasil.

- Espero que a eleição não seja de baixo nível. Mas pode ser que seja, porque a oposição está sem discurso. E eu sem o que é ser candidato sem discurso.

- O meu candidato em São Paulo é o Ciro (Gomes).

- Acho que o (José) Serra pode ainda desistir de ser candidato.

Como é impossível supor que Lula tenha feito um discurso diante de 40 ministros imaginando que não vazasse, fica claro que o presidente queria que essas frases fossem publicadas.

Em relação o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, nada justifica um tratamento deste nível por parte de um presidente da República a um dirigente do maior partido da Oposição em plena reunião ministerial – não era um botequim, afinal.

Lula que já falou “merda” num palanque, agora manda um “babaca” numa reunião com seus ministros. Mais contraditório ainda foi clamar em seguida por uma eleição “que não seja de baixo nível”.

A insistência no nome de Ciro não foi à toa. Lula sabe que o PT paulista ainda não engoliu Ciro. Mas o presidente esforça-se para descê-lo pela goela dos petistas paulistas. Neste caso, conseguirá.

Em relação à José Serra, o objetivo de Lula é claro: desestabilizar a Oposição, insistindo na tese petista que Serra teme a disputa presidencial.

 
 
06 jan

Ano eleitoral: PSDB vai ao TSE contra Dilma; PT aciona MPE contra Serra

 

A direção nacional do PSDB entrou, no último dia útil de 2009, com duas representações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impedir a exibição do programa do PT em maio.

Os tucanos acusam o PT de propaganda antecipada e “terrorismo eleitoral”, além de promoção pessoal da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no programa partidário veiculado em dezembro.

Numa das representações, o PT é também acusado de incitar o preconceito de classe, ao afirmar que tucanos “separavam o que consideravam coisa de pobre e coisa de rico”. Para o PSDB, isso fere o Código Eleitoral, segundo o qual “não será tolerada propaganda [...] de preconceitos de raça ou de classes”.

Questionado sobre a diferença entre a propaganda do PT e a do PSDB -monopolizada pelos governadores José Serra e Aécio Neves -, o advogado do PSDB, Afonso Ribeiro, afirma que o partido exalta a administração tucana, mas não faz menção à eleição.

No programa, Lula afirma que Dilma “confirma a regra de que mulher faz tudo com amor, dedicação e competência”. E numa inserção, também questionada no TSE, o presidente diz que a consolidação das leis sociais não é garantia de que “ninguém vai poder mexer nas conquistas do povo” após seu governo. “A garantia definitiva quem vai dar é o próprio povo brasileiro, fazendo com que o Brasil siga no rumo certo”.

Além de aplicação de multa de até R$ 25 mil, o PSDB pede que o julgamento seja ainda no primeiro semestre deste ano.

Já em São Paulo, o PT já apresentou duas representações contra o governador José Serra (PSDB) no Ministério Público Eleitoral por veiculação de propaganda fora do Estado e uma série de entrevistas a programas populares.

Fonte: Folha Online