Apesar de 25 anos mais velho e com alguns estendes no peito, o senador Tasso Jereissati fez um discurso marcado pela emoção e pela crítica contundente aos autais governos estadual e federal, na convenção do PSDB que oficializou seu nome para a reeleição ao Senado e o do deputado Marcos Cals para governador do Ceará. Uma disputa, segundo ele, que lhe impunha sacifício e riscos, mas que a abraçava como o único caminho para “salvar o Ceará do retrocesso” e recolocá-lo na agenda do respeito nacional e do progresso, a exemplo do que o Estado desfrutou com o Projeto de Mudanças, por ele liderado em 1986. A grande novidade foi a escolha do nome do jovem empresário Pedro Fiúza, ex-presidente da Associação dos Jovens Empresários, do País, que Tasso apresentou como símbolo da renovação que defende para o fim do que havia chamado de “ciclo cansado” que governa o Estado nos últimos 25 anos.
Acompanhado da sua mulher Renata e do único filho homem André, Tasso nem parecia mais aquele homem tenso dos últimos dias, quando teve de decidir enfrentar o grupo Ferreira Gomes, seus aliados desde sua primeira eleição ao governo estadual, em 1986, com a participação do então deputado Ciro Gomes como seu líder na Assembleia Legislativa e a quem ajudou eleger, primeiro, prefeito de Fortaleza e, em seguida, governador do Ceará. Isso, na época, para dar sequência ao segundo período do Projeto Mundacista. Ajudou também o atual governador Cid Gomes, com apoio, recursos e obras na prefeitura de Sobral. Logo, não há razão – e até pega mal – para que o deputado Ivo Gomes, do grupo atualmente no poder como aliados do PT, diga que não participou do ciclo Jereissati-Ferreira Gomes. O que seria honesto era reconhecer que participaram todo tempo na linha de frente, mas que depois decidiram tomar novos caminhos que atendessem ao projeto político deles. Tasso governador visitou Sobral, que tinha como então prefeito Euclides Ferreira Gomes, pai de Ciro, Cid e Ivo. Foi uma das maiores festas políticas,com uma recepção a Tasso na residência de Lúcio Gomes, depois chefe do gabinete de Ciro, quando governador.
Voltando à convenção do PSDB, no Clube G4, do Siqueira, Tasso adotou a mesma linha do pronunciamento do presidente do Partido, Marcos Penaforte, o orador que o antecedeu, de críticas ao governo Cid Gomes, sobre tudo pelo medo que tem imposto aos deputados, prefeitos, lideranças e políticos em geral que não se companham com com ele. Falou também da peseguição, “com polícia e fuzis”, ao homem simples do interior que transite com sua moto ou que leve uma galinha nas estradas. Chamou-o de “Governo do Medo” e referiu-se também ao presidente Lula e à sua candidata Dilma Russsef como o “Governo da Mentira”, que anuncia como sendo dele obras e ações que foram desenvolvidas no Projeto de Mudanças, com verbas liberadas por José Serra, quando ministro do Planejamento no governo FHC. Chegou a desafiar que alguém mostrarsse uma grande obra sequer concluída no Ceará nos oito anos do governo Lula. “O que está salvando o Estado é o turismo, graças ao Aerporto Internacional que construímos”. O candidato tucano a governador Marcos Cals fez questão de afirmar que sua candidatura “é prá valer” e desafiou também que se apontasse um ato desonesto dele, hoje com 46 anos. Disse que, se eleito, seu governo “se chamará humildade”, numa referência às acusações de “prepotência” ao governo Cid Gomes.








